Padrão da raça (Standard) ACOG

Antes de conhecer o padrão da raça (abaixo), é importante que você saiba:

Os padrões Comportamental e Morfológico da ACOG foram desenvolvidos no ano de 2013. O comportamental baseado nas experiencias dos sócios fundadores da ACOG e o morfológico baseado no padrão da raça na CBKC, que era na época o usado, sendo considerado por nós pouco explicativo, incompleto em vários quesitos e muito aberto, permitindo que cruzas com várias raças pudessem ser confundias com o verdadeiro Ovelheiro Gaúcho. Desta forma, este foi reescrito e corrigido pelos sete sócios fundadores da ACOG, sendo um consenso e reunião do conhecimento que todos tinham sobre a raça Ovelheiro Gaúcho naquele momento. É importante salientar que a ACOG realiza constantemente estudos científicos e históricos em prol da raça (NPCOG, Origens estudadasRegistros históricos, Cores estudadas) e, assim, o padrão morfológico não é estático, mas vai sendo aperfeiçoado conforme os estudos avançam, estando a ACOG atenta a todas as variações possíveis que a raça possa apresentar. O padrão comportamental é imutável, e é aquele que todos os cães devem ser selecionados para apresentarem e que deve ser mantido e alcançado pelo criadores ligados à ACOG. Este é um dos principais diferenciais da raça e o motivo que faz o Ovelheiro Gaúcho ser o cão especial que é.

Padrão Oficial da Raça

OVELHEIRO GAÚCHO

ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE OVELHEIRO GAÚCHO

 paipreto

RESUMO HISTÓRICO: é o cão de trabalho do gaúcho, fiel e inseparável companheiro. O Rio Grande do Sul (Brasil), com sua vasta extensão territorial, sempre foi local propício à agropecuária. Desde o remoto início do povoamento, quando começaram a perambular, pela imensidão do pampa, os ameríndios, os primeiros aventureiros espanhóis e portugueses, os campos foram enriquecendo devido às grandes manadas de equinos provenientes de alguns cavalos e éguas que se salvaram de um naufrágio, em 1512, e aos valiosos rebanhos de gado bovino, provindos principalmente das reduções jesuíticas. A partir do terço final do século XVIII, também a criação de ovinos tornou-se uma atividade econômica local. Para auxiliar no cuidado dos rebanhos, os cães passaram a ser utilizados com grande aceitação. Por serem descendentes de cães de pastoreio (provavelmente Cão da Serra da Estrela e Scoth Collie ), têm grandes qualidades exigidas no trato com as delicadas ovelhas e sabem como comandar um rebanho bovino.  Do cruzamento destas raças de pastoreio e da seleção realizada pelos proprietários e trabalhadores rurais surgiu o Ovelheiro Gaúcho, raça distribuída atualmente no Sul do Brasil e no Uruguai.

FUNÇÃO: o Ovelheiro Gaúcho é um cão diretamente ligado ao trabalho do campo, trabalhando tanto com ovinos, quanto bovinos ou equinos, com a missão de acompanhar o peão em suas lides rurais, desempenhando a função de arrebanhar, conduzir e apartar os animais. Também é utilizado como guarda da propriedade do dono, guardando tanto a residência, como os arreios, o cavalo e os animais de criação que ficam no entorno da casa, protegendo-os de outros animais, de cães e de pessoas desconhecidas. É um cão dito de alarme, pois sendo um cão de comportamento calmo e equilibrado, late quando pressente a presença de animais ou pessoas estranhas. Também é um cão de companhia, amoroso e cuidadoso com as crianças da casa e um companheiro fiel e dedicado ao dono, sendo uma das suas características trabalhar preferencialmente sob os comandos do dono. Inclusive alguns cães têm dificuldades para trabalhar com outras pessoas que não o proprietário.

PADRÃO COMPORTAMENTAL: é um cão extremamente inteligente, que aprende facilmente os comandos ensinados, calmo e equilibrado, que não deve demonstrar agressividade demasiada com os animais de criação ou de estimação. É falta gravíssima e desqualifica o animal, agressividade com aves domésticas de criação, que leve o cão a molestar ou matar as aves. Agressividade gratuita com ovelhas com objetivo de predação é falta gravíssima e desqualificatória. Ao trabalhar com as ovelhas o ideal é que o cão não morda, sendo que cães que tem esta tendência devem trabalhar preferencialmente com o gado. O comportamento ideal do cão é latir, empurrar com as patas ou focinho e mesmo dar latidas e avanços muito perto das ovelhas, abocanhar e prender a ovelha com os dentes é um comportamento aceito, mas não desejado. É falta desqualificatória apresentar agressividade ao dono ou familiares, bem como a estranhos quando na presença e orientação do dono. Por ser um cão de trabalho deve demonstrar coragem e constância quando em serviço, não podendo se intimidar ou assustar quando trabalhando com bovinos ou equinos, é falta desqualificatória o cão abandonar o serviço por covardia. É permitido aos cães quando trabalhando com bovinos morder nos membros posteriores e eventualmente nos membros anteriores, preferencialmente na porção mais distal dos membros. Em se tratando de equinos é desejável que trabalhem sem morder, apenas latindo. Durante o trabalho os cães devem preferencialmente manter a cauda elevada acima do dorso sempre que possível. É considerada como falta desqualificatória o cão que se mostra arredio e tímido para com o dono.

PADRÃO MORFOLÓGICO

APARÊNCIA GERAL: de tamanho e estrutura medianos, perfil retangular (mais longos que altos). Aparência forte, mas leve. Com pelagem não muito longa. Aparenta resistência, agilidade e rusticidade.

CABEÇA: de tamanho médio, proporcional ao corpo. Vista de cima, tem forma triangular com a região occipital saliente. Com sulco sagital levemente marcado.

REGIÃO CRANIANA

Crânio: relação crânio-focinho 1:1.

Stop: de moderado a fraco, preferencialmente moderado.

REGIÃO FACIAL

Trufa: de cor preta ou cor de carne, podendo apresentar despigmentação parcial.

Focinho: forte e reto. Com cana levemente protuberante no terço distal.

Boca: linha da boca apresentando-se levemente caída nas extremidades.

Lábios: comissura labial seca, preta ou castanha, podendo ser parcialmente despigmentada.

Dentes: mordedura em tesoura, podendo apresentar dentes faltantes, quebrados ou tortos, devido a acidentes no serviço com os rebanhos. Podem apresentar, problemas de oclusão dental, desde que não sejam graves e prejudiquem a mordida do cão não devem ser penalizados.

Olhos: amendoados, não proeminentes, de coloração castanha em diversos tons, podendo haver olhos de coloração azul-clara e ocorrer um olho de 2 cores ou ainda, um olho de cada cor. Borda dos olhos de coloração preta ou castanha.

Orelhas: de inserção alta, triangulares, tamanho médio, eretas, semi-eretas ou pendentes em forma de botão ou de rosa.

PESCOÇO: forte e sem barbelas, mais desenvolvido nos machos do que nas fêmeas, podendo apresentar nos machos os pelos mais compridos do que nas fêmeas, formando uma pequena juba.

TRONCO

Tronco: peito profundo e de largura mediana, normalmente com pelos mais compridos nos machos do que nas fêmeas.

Dorso: forte e firme. Linha superior reta.

Lombo: curto e garupa levemente arredondada.

Linha Inferior: levemente esgalgada.

CAUDA: grossa na raiz, de inserção alta, portada baixa quando o cão esta tranquilo e elevada quando excitado , podendo enrolar na extremidade, com pelagem longa na face inferior. Quando em trabalho, seguidamente portada elevada acima da linha do dorso.

MEMBROS

ANTERIORES: retos, paralelos, firmes, pés de lebre, com dígitos fortes.

POSTERIORES: com boa propulsão, bem angulados e jarretes curtos. Pode apresentar um par de ergots, se o cão perder um o outro deve ser amputado por motivos de simetria. Também poderá ser realizada a amputação dos ergots em qualquer fase da vida do cão.

PELAGEM

Pelo: pode ser liso ou ondulado, sempre junto ao corpo, é desejável que seja parcialmente dividido na linha superior do dorso, lombo e garupa. O sub-pelo é ausente nas fêmeas, podendo ocorrer nos machos no pescoço, garupa e coxas. Pelos de comprimento médio e abundantes. Pelagem mais longa no pescoço e peito dos machos, no braço e antebraço, na linha posterior das cochas e na borda inferior da cauda. Pelo normalmente mais ralo nos cotovelos e jarretes.

COR: não são aceitas cores sólidas (todo de uma única cor) e as cores chocolate, fígado e vermelha em qualquer que sejam as combinações, todas as demais cores são admitidas, inclusive as com marcação tigrada.

ALTURA: machos de 54 a 64 cm  e fêmeas de 50 a 54 cm, sendo aceito uma variação de 2 cm para mais ou para menos.

MOVIMENTAÇÃO: grande potencial de locomoção com passadas largas e fluentes.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

São faltas desqualificatórias morfológicas:

Focinho muito longo e fino;

Trufa fora da coloração do padrão;

Prognatismo superior ou inferior;

Olhos fora da coloração e formato padrão;

Presença de sub-pelo por todo o corpo;

Pelagem encaracolada;

Coloração da pelagem fora do padrão;

Monorquidismo ou criptorquidismo.

Nota: os critérios expressos neste padrão são validos para a avaliação dos cães com idades a partir dos 12 (doze) meses completos. As fêmeas de primeira cria ou que pariram durante a muda de pelos, podem apresentar no final ou logo após o aleitamento uma muda violenta de pelos, vindo a ficar com a pelagem bastante curta, que volta a atingir o comprimento normal, em torno de quatro meses após o desmame, período que pode variar para mais ou para menos, de acordo com o porte e a alimentação da cadela.

Guarani da Reculuta

Santa Lud Shell

Macho e fêmea da raça Ovelheiro Gaúcho.

PADRÃO DA RAÇA OVELHEIRO GAÚCHO DA ACOG CLIQUE PARA ABRIR

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